“Enfrentando o dragão” encerra trilogia inspirada no universo de Minecraft

O protagonista Gameknight999 enfrenta seu desafio final; livro traz nota do autor Mark Cheverton sobre bullying


minecraft_enfrentanto odragaoENFRENTANDO O DRAGÃO

Mark Cheverton

Páginas: 400
Preço: R$ 29
Tradução: Edmo Suassuna Filho e Ana Carolina Mesquita
Editora: Galera Júnior | Grupo Editorial Record

Quando um grupo de jogadores mal intencionados destruiu as construções do filho de Mark Cheverton no game Minecraft, o pesquisador e professor de física e matemática só queria ensinar uma lição sobre cyberbulling para o filho, com quem aprendeu a amar o famoso jogo online. Nasceu assim a trilogia inspirada no game. “Invasão do mundo da superfície” e “Batalha pelo Nether”, lançados este ano pela Galera Júnior, já venderam juntos mais de 80 mil exemplares.

“Enfrentando o dragão” chega às livrarias em dezembro e encerra a história do protagonista Gameknight999, um jogador transportado para dentro do universo de Minecraft lá no início da trilogia. Na trama, o vilão Malacoda e seu exército conseguiram chegar ao servidor que guarda a Fonte. Seu plano? Destruir todas as vidas dentro do Minecraft, escapar para o mundo real e dominar todos os universos. Ele vem recebendo ajuda dos misteriosos monstros da noite, e Gameknight vai precisar derrotá-los. Nesta jornada, ele vai parar numa nova dimensão, habitada por um dragão ameaçador.

Uma das mais bem sucedidas franquias de jogos eletrônicos da história, Minecraft já vendeu mais de 70 milhões de cópias no mundo inteiro. E a popularidade tem contribuído para seu uso das maneiras mais variadas: a Microsoft, por exemplo, está criando um portal para ajudar professores a usar o Minecraft nas aulas. O jogo é considerado uma ferramenta para aprender espírito de equipe e compreensão do mundo.

A trilogia de livros de Mark Cheverton também utiliza o universo de Minecraft para abordar temas como bullying e intolerância, coragem e amizade. O autor conta, na introdução de “Enfrentando o dragão”, que recebe muitos e-mails de pais e crianças sobre o assunto. “Entendi por suas mensagens que trollagem e cyber-bullying são coisas que vocês sofreram, e isso me deixa triste. Espero que meus livros ajudem um pouco a lidar com o bullying e o medo e ansiedade que o acompanham”, escreve ele.

Cheverton também escreveu sobre sua própria experiência com o bullying e a importância de não ficar calado diante deste tipo de problema. Leia a nota do autor, publicada no fim de “Enfrentando o dragão”:

NOTA DO AUTOR

A série Gameknight999 obviamente é sobre algo que meu filho vivenciou em Minecraft, mas também é sobre uma coisa que tive a infelicidade de vivenciar durante todo o período da escola primária: bullying. Sofri com isso quando criança, e, para mim, a coisa em geral se dava no ponto de ônibus. Os garotos maiores achavam que era divertido me colocar dentro de grandes latas de lixo, ou tirar meu boné e brincarem de bobinho comigo enquanto eu tentava apanhá-lo, ou jogá-lo em cima de uma árvore, ou. . .

Eu odiava voltar no ônibus da escola!

Mas então conheci meu amigo Dave, que morava na mesma rua. Começamos a voltar a pé da escola, em vez de pegar o ônibus, e isso resolveu o problema… ou pelo menos foi o que pensei. Os agressores continuaram na escola procurando alguém para importunar, especialmente na hora do recreio. Às vezes eu lia um livro no recreio, sentado debaixo de uma árvore, mas ficar sozinho no pátio ou no parquinho em geral apenas atraía um dos agressores.

Ficar sozinho não resolve nada! Aprendi isso do jeito mais difícil. Faça alguns amigos e fique ao lado deles. Isso pode ser difícil para algumas pessoas, porque fazer amigos pode parecer assustador. Bem, então este é o primeiro dragão que você deve enfrentar. Seja corajoso, concentre-se no agora e pergunte o que eles gostam de fazer. Você ficará surpreso com o quanto as pessoas gostam de falar de si, e isso talvez o ajude a encontrar interesses comuns entre vocês, como Gameknight fez com Shawny. Rapidinho você vai fazer amigos e terá companhia.

Meus pais nunca souberam que eu sofria de bullying quando eu era pequeno, porque eu guardava aquilo só para mim mesmo. Não queria que eles se envolvessem, mas isso é errado. Sofrer em silêncio não me ajudou a resolver o problema. Na verdade, só fez com que ele durasse mais tempo e o fez parecer muito mais terrível. Sabe de uma coisa? Quando você sabe que está sofrendo, mas fica sozinho, tudo o que você arruma como companhia são seus próprios pensamentos.

E a preocupação tem um jeito de se alimentar de si mesma e ficar cada vez maior.

Se você estiver sofrendo bullying, ficar quieto é a coisa mais errada a se fazer. Conte tudo a alguém de confiança, um amigo, um professor, um pastor… qualquer pessoa. E, se você não puder fazer isso, então pegue papel e caneta como eu fiz e escreva sobre o assunto. Coloque seus sentimentos no papel. É surpreendente o quanto isso ajuda. Escreva sua própria história de Minecraft sobre bullying, ou sobre distúrbios alimentares, ou sobre não se encaixar… ou seja lá o que esteja incomodando você.

Ficar quieto não ajuda em nada! Você precisa enfrentar seu próprio dragão para se libertar, mas sem usar de violência contra outra pessoa, e, principalmente, sem ser violento consigo mesmo. Machucar ou ferir os outros não serve de nada; só faz ainda mais pessoas sofrerem.

Você precisa perceber que muitas pessoas sofrem bullying, ou se sentem inadequadas, ou fora de lugar — mas, quando você fica em silêncio, isso gera a impressão de que você é a única pessoa que está lidando com esses desafios, o que não é verdade. Tem gente à sua volta que está passando pelos mesmos problemas.

Você não está sozinho!

Conhece teu inimigo e conhecerás a ti mesmo… se você ficar em silêncio, vai continuar sendo a mesma pessoa que sempre foi.

Seja forte, fale o que pensa, não fique sozinho, e esteja sempre de olho nos creepers.

*Mark Cheverton cresceu na Califórnia e foi professor de matemática e física para o ensino médio por muitos anos. Enquanto lecionava, se tornou mestre em física e trabalhou com diversas pesquisas. Seu primeiro livro, “The Algae Voices of Azule”, foi publicado em 2012. Atualmente, escreve mais livros sobre o universo de Minecraft.

Fonte: Grupo Editorial Record – Thaís Britto – Tel: (21) 2585-2047.

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