Internacional – A simplificação do varejo

 

Crédito: Reprodução.

A lacuna entre o varejo popular e de luxo era assunto até um ano atrás. Aí chegou a Covid-19 e os consumidores começaram a comprar menos. Enquanto as mercadorias começaram a se acumular para alguns varejistas, outros perderam seus embarques regulares devido à calmaria na produção. A conversa mudou para como operar o varejo com uma estratégia simplificada.

Agora, em vez de se preocupar em atrair uma gama maior de consumidores, os varejistas foram forçados a reduzir seus estoques. Em vez de recrutar novos dados demográficos do consumidor, eles foram forçados a dobrar a personalização para seus clientes existentes. E, em vez de trazer os clientes às lojas, eles tiveram que repensar suas estratégias de vendas como a adoção da Direct-to-consumer (DTC ou D2C) onde a empresa oferece os seus produtos diretamente para o consumidor final, sem contar com a intermediação no varejo.

Uma abordagem minimalista é fundamental para o sucesso no varejo na época do coronavírus.  Confira algumas das maneiras pelas quais os varejistas podem refinar estrategicamente suas operações:

Personalização

Hoje em dia é preciso mais do que uma grande oferta para fazer o produto e a loja se destacarem. Para chamar a atenção do consumidor é preciso trabalhar com a personalização.

As recomendações personalizadas exigem investimentos. No entanto, os mecanismos de personalização reduzem os custos de marketing e vendas em 10 a 20%. Os clientes querem ser lembrados. Eles querem se sentir vistos. E quando sua jornada de compras é puramente on-line, como geralmente é durante a Covid, os mecanismos de personalização são uma das poucas ferramentas à disposição do varejista para fornecer reconhecimento e personalização.

Cada tipo de consumidor foi impactado na pandemia de forma diferente

O efeito cascata da pandemia é amplo e variado. Cada família está enfrentando desafios únicos, com base em sua demografia, status de trabalho, saúde mental e emocional e exposição ao vírus. Muitos dos desafios que os consumidores enfrentam são de natureza econômica.

Um estudo recente descobriu que um em cada quatro adultos teve problemas para pagar suas contas desde o surto pandêmico, um terço utilizou a poupança ou aposentadoria e quase um em cada seis pediu dinheiro emprestado a amigos e familiares.

Também existe uma crise de saúde física e mental. Muitas pessoas perderam parentes para o vírus, ficaram gravemente doentes e/ou sua saúde mental foi prejudicada durante a pandemia. As consultas virtuais com psiquiatras aumentaram consideravelmente, e esses fatores afetam os gastos do consumidor.

Os jovens perderam empregos, mais do que os adultos mais velhos. As minorias e os americanos de baixa renda tinham maior probabilidade de serem demitidos ou ter suas horas reduzidas. Ambientes de trabalho altamente estressantes tornaram-se ainda mais exigentes, e os consumidores em todos os estratos econômicos tiveram que assumir funções adicionais ou se apressar para encontrar um novo emprego enquanto o mundo está em pausa.

As compras na loja são mais agressivas

As compras convencionais não são agressivas no atendimento, mas ultrapassaram todos os números em tamanho. Os consumidores estão prontos para gastar quando finalmente chegam à loja física, por isso, neste momento de pandemia os varejistas devem ficar atentos e investir em todos os protocolos de segurança e serem criativos e inovadores na maneira de manter tudo higienizado e as pessoas em distanciamento dentro do estabelecimento. Sabemos que isso não é garantia de que o consumidor estará imune, mas os clientes apreciam o fato de que os varejistas estão interessados ​​em manter a segurança de todos.

As vendas DTC

Os benefícios da entrega de DTC (direto ao consumidor) na prevenção da exposição ao vírus são óbvios. Portanto, não deve ser surpresa que estes pedidos estejam em alta, colocando ainda mais pressão sobre os processos internos, cadeias de suprimentos e métodos de entrega dos varejistas.

Mas os clientes ainda listam o “frete grátis” como sua principal prioridade ao escolher um varejista para patrocinar. Este é o cerne da questão: como os varejistas continuam a oferecer frete grátis quando os clientes estão comprando mais on-line, mas também estão mais criteriosos do que nunca sobre quais produtos eles optam por manter? Devem incluir os custos de envio com o preço do produto e o risco de serem abandonados por concorrentes de custo mais baixo? Eles devem eliminar as opções de devolução? Ou devem incentivar os clientes a cruzarem a linha de chegada do caixa com brindes complementares ou descontos na próxima compra?

Não há uma única resposta certa. Os clientes compreenderam melhor os varejistas que não aceitam devoluções durante a pandemia, mas aqueles que optam por seguir esse caminho precisam garantir que sua nova política de devolução esteja claramente indicada em seu site. Personalizar mensagens de marketing e estocar menos itens de estoque com base em dados também pode ajudar com as taxas de devolução de DTC.

Fonte: https://www.therobinreport.com/

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