Marcas que participaram do EP Conect@ Brinquedo contam o que acharam

Foram quatro dias de conversas, apresentações e negócios

Por Jéssica Lima, do EP Grupo

O EP Conecta Brinquedo, que aconteceu entre os dias 29 de junho e 2 de julho, foi um sucesso. As marcas i9, Elka, Pakitoys, Cardoso Toys, Novabrink, Fun, Xalingo e Estrela apresentaram suas apostas para o Dia das Crianças.

Marcas contam o que acharam do EP Conecta Brinquedo. Crédito: EP Grupo

Julio Gaspar, gerente nacional de vendas da Cardoso Toys, disse que o evento foi inovador para o mercado de brinquedos. “Neste novo normal, as lives e videoconferências ganharam uma importância muito grande para fechamento de negócios”, destacou. Para a Cardoso, a rodada de negócios rendeu bons frutos e a marca conquistou pelo menos cinco novos clientes.

Para José Luiz Vasconcelos Junior, proprietário da i9, o EP Conecta foi positivo para a empresa, que tem como carro chefe a linha #EuQFiz. “Além de estreitar a relação com nossos clientes ativos, abriu conversas com diversos clientes que ainda não trabalhavam com a nossa empresa. E isso foi fundamental neste momento que as reuniões estão suspensas. É fundamental repensar as estratégias neste momento.”

“De uma forma inteligente e eficiente, pudemos compartilhar as estratégias desenhadas para o segundo semestre. Importante os clientes tomarem contato com os lançamentos e seus respectivos apoios promocionais e publicitários”, disse Aires Fernandes, diretor de marketing da Estrela. Para ele, o evento se caracterizou pelo pioneirismo.

“A rodadas de negócios reproduziram, mesmo de forma remota, o calor humano do contato fornecedor/cliente. Trocas de informações e opiniões mostraram caminhos para a recuperação do segmento, no período mais importante do ano. E, ainda, novos negócios se abriram com quem ainda não atuava no universo do brinquedo”, acrescentou.

Luiz Fiorini, diretor de marketing da Fun, disse que a iniciativa foi interessante, já que, durante a quarentena, o contato com os clientes é limitado. A rodada de negócios não gerou venda, mas serviu para que a empresa reforçasse a promoção que está fazendo pré Dia das Crianças.

Assim como Julio, da Cardoso, Gustavo Rela Bruno, VP da Mattel na América Latina, disse que o EP Conecta Brinquedo foi inovador para o segmento de brinquedos e realizado em um período muito pertinente por estar próximo ao Dia das Crianças. “Permitiu reforçarmos mensagens importantes sobre a categoria e nossa estratégia para os varejistas.”

Diego Pampin, sócio-proprietário da Pakitoys, também usou a palavra inovação para descrever o evento e disse que foi além de suas expectativas. “Sei que vão surgir algumas negociações. Acreditamos que esta semana alguns pedidos pequenos já sairão”, revelou. Ele se mostrou otimista na aproximação de sua marca com clientes grandes.

“O EP Conecta Brinquedo foi muito feliz porque agora ele pega a retomada do mercado. Um dos pontos fortes foi a questão da marca porque a nossa é nova no mercado. Então serviu para reforçar para quem passou pela Abrin e não entrou no nosso estande porque não conhecia. Na rodada de negócios, sentimos isso. Com certeza, daqui para frente, vão lembrar da Pakitoys.”

“Então essa é a nossa ideia: fazer um belo trabalho para o Dia das Crianças e que isso possa nos trazer bons frutos e num próximo evento, já ser lembrada e vista como uma empresa que tem produtos diferenciados e oportunidade de negócios”, finalizou.

Outros momentos do evento

Sete conversas sobre tendências do mercado também foram realizadas durante o EP Conecta Brinquedo. José Guedes, presidente do NPD Group no Brasil, falou sobre os desafios e oportunidades do mercado de brinquedos.

Ele contou que uma das particularidades do segmento no Brasil são as bonecas e carrinhos, que representam 36% do faturamento de brinquedos. Enquanto nos Estados Unidos representa 21%. Ele também destacou as inovações dos últimos dois anos: LOL, Luccas Neto, youtubers, além de séries e games entrando para os brinquedos.

As meninas da Play Pesquisa e Conteúdo, Ana Amélia de Cesaro e Aurélia Picoli, falaram sobre a transformação no brincar, com uma pesquisa realizada pela empresa em maio. A primeira transformação revela que os pais já compram brinquedos sem data especial e a maior motivação de compra é a necessidade de entreter os pequenos (91%) por mais tempo (82%) porque precisam trabalhar sem serem interrompidos (86%).

A segunda transformação é que os pais já têm permitido que as crianças descubram novas telas livremente. Novas redes sociais já estão fazendo parte da distração das crianças: 43% usam o TikTok, 42% o Youtube, 17% o Youtube Kids e 14% o Pinterest. Dos entrevistados, 91% disse que a ação nos vídeos é o que mais atrai.

Quanto ao varejo do futuro, Héctor Núñez, ex-CEO da Ri Happy/PB Kids, e Alberto Serrentino, CEO da Varese Retail, falaram sobre o quanto a crise não afetou os setores de forma homogênea e isso gerou capacidade de reações distintas. Na Ri Happy, a prioridade foi cuidar das pessoas, dos clientes e abrir lojas apenas para retirada de produtos, com disponibilidade de transações via WhatsApp.

Ana Costa, especialista em comportamento de consumo e gestão de PDV, falou sobre o normal possível do varejo. Mais do que reabrir, a loja precisa ser reinaugurada para que o cliente perceba que houveram mudanças. Além disso, a nova experiência que o cliente quer encontrar na loja é que ela forneça um serviço de qualidade, com customização e agilidade.

Para falar de emoções e das novas tendências do brincar, a psicóloga clínica infantil Caroline Leal contou que não tem como ser feliz o tempo todo, mas o bem-estar acontece no momento presente e perdura. Ela compara as emoções com ondas que atingem um barco: as ondas passam e o barco fica.

Ela citou o filme Divertida Mente, que fala sobre as emoções que nascem conosco, algumas com funções sociais e outras com funções de preservação da vida. Além disso, jogos de tabuleiro são um dos momentos do dia mais esperados pelas crianças, já que é o momento de proximidade com os pais.

Fabrizzio Topper, fundador da Driven Cx, falou sobre a transformação digital que foi acelerada com a pandemia. Ainda assim, o mercado b2b teve dificuldade de se adaptar porque algumas indústrias pensaram direto no consumidor final. Um dos principais pilares para ter um processo de transformação digital bem sucedido é ter o apoio da presidência e diretoria executiva da empresa, e entender que o digital não é um fornecedor e sim um projeto.

Sobre a dinâmica do varejo de brinquedo, Carlos Amorin, da Ciatoy, Ricardo Barbosa, da Xicko’s, Roberto Prato, da Superlegal, e o advogado Fernando José Fernandes Junior, participaram de uma conversa para falar do quanto o consumidor sente necessidade de comprar na loja física. De que apesar do fluxo de clientes em shoppings ter caído, o ticket médio subiu.

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