‘E-commerce não é para amadores’, diz diretora do E-commerce Brasil

Gestão de loja on-line vai muito além das tecnologias e ferramentas adotadas

Por Kika Martins, do EP Grupo

Com o crescimento das vendas on-line durante a pandemia, o mercado brasileiro registrou R$ 9,4 bilhões de faturamento somente no mês de abril. Um aumento de 81% na comparação com o mesmo período de 2019.

Entretanto, por mais necessária que seja a digitalização dos negócios neste contexto, a gestão de uma loja on-line vai muito além das tecnologias e ferramentas adotadas.

Tudo o que conhecíamos parece não fazer mais sentido, embora muitos fornecedores já tivessem soluções para adaptação das empresas”, observa Vivianne Vilela, atual chief content officer do E-commerce Brasil.

Bastante envolvida com o mercado de vendas pela internet desde 2012, Vivianne explica que é necessário ter conhecimento técnico. A entrega de dados precisa ser minuciosamente estudada e interpretada, para gestão adequada de uma loja digital. “Além disso, é preciso entender de gente. O e-commerce não é para amadores”, complementa.

Entre as categorias de maior destaque no e-commerce brasileiro durante a pandemia, Instrumentos Musicais tiveram alta de 252,4% nas vendas, Brinquedos 241,6% e Cama, Mesa e Banho 165,9% – fonte Compre&Confie.

Outro ponto merece a atenção dos empresários, sejam iniciantes ou apenas tímidos na atuação on-line: como proporcionar a melhor experiência de compra para o cliente?

Se a loja física podia receber um cliente sem reter nenhuma informação sequer sobre ele e seus desejos de consumo, no e-commerce isso não acontece. No ambiente virtual, o consumidor deixa rastros e esses dados são valiosos para um melhor atendimento.

Inclusive, já existem tecnologias para fazer o relacionamento digital de forma organizada, os chamados BOTs usados até mesmo por grandes marketplaces como o Magazine Luiza. Mas Vivianne orienta que seu uso seja feito de maneira humanizada.

Também é importante conhecer a fundo o código de defesa do consumidor. Estas informações precisam estar claras, tanto para o lojista como para o usuário sentir-se seguro em relação ao serviço.

Vale ressaltar que transformação digital não é TI. É a habilidade de abraçar novas tecnologias, de se relacionar adequadamente com o cliente e, claro, uma nova forma de atuar.”

Vivianne Vilela, atual chief contente officer do E-commerce Brasil. Crédito: Reprodução

A pandemia fez crescer o número de novos consumidores e isso empurrará novas transformações. Para Vivianne, o e-commerce será um eixo de conexão ressignificada.

“Haverá um aumento exponencial de vendas on-line, mas não será o fim das lojas físicas. Talvez elas fiquem menores apenas. O fato é que a loja física e on-line é uma coisa só. Cabe ao consumidor escolher onde quer comprar.”

Dicas para digitalização

  • Planeje e estude o e-commerce (eixo extremamente importante de um negócio);
  • Invista dinheiro na loja virtual, a fim de trazer o cliente para a loja on-line, passar segurança para ele e gerar fidelização;
  • Existem tecnologias apropriadas para cada etapa da venda;
  • Não tente vender para todo mundo. Todo mundo é muita gente;
  • Use recursos como vídeos para demonstrar seus produtos e faça a melhor exposição possível da mercadoria, com detalhes sobre ela.

Para obter mais informações, acesse o site: www.ecommercebrasil.com.br. O catálogo Fornecedores está disponível gratuitamente.

Os líderes do e-commerce no Brasil

1. Mercado Livre

2. B2W

3. Magalu

 

Com as novas regras da Lei Geral de Proteção de Dados, o mercado de vendas on-line enfrentará grandes mudanças em breve. Este também é um assunto ao qual os empresários devem estar atentos.

Assim como as novas necessidades de consumo que surgirão daqui por diante, frente ao fechamento de inúmeros escritórios, lojas e ao investimento canalizado para artigos que tragam maior conforto para dentro de casa.

Vivianne participa diretamente da organização do Fórum E-Commerce Brasil que, em 2019, recebeu 39 mil visitantes. A partir deste contato com os profissionais do mercado, ela explica que devido à diversidade do País os brasileiros acabam muito bem preparados e, com isso, têm sido procurados para assumir cargos importantes em empresas no exterior.

O varejo brasileiro é uma referência em volume de vendas e geração de empregos, mas em termos de integração entre loja física e virtual há um atraso. “Durante muito tempo o e-commerce foi visto como um inimigo, responsável pelo esvaziamento do comércio. A pandemia transformou essa resistência em uma oportunidade primordial”, explica.

Confira a entrevista que o EP Grupo fez com Vivianne Vilela, pelo EP Conect@:

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