LicensingCon Week: O protagonismo das plataformas on demand

PlayKids fez diversas adaptações para encarar o novo cenário trazido pela pandemia

Por Jéssica Lima, do EP Grupo

Danilo Agrella, content licensing and distribution da PlayKids, encerrou as apresentações da LicensingCON Week desta quinta-feira (23) falando sobre o protagonismo das plataformas on demand na rotina das famílias.

Danilo Agrella é content licensing and distribution da PlayKids. Crédito: Reprodução

A Playkids, que desenvolve conteúdos educacionais para crianças de 0 a 6 anos, encarou a pandemia tendo uma resposta rápida e atitudes empáticas, com a preocupação de cuidar da família como um todo.

Para isso, fez um seleção de conteúdos relevantes para as crianças, incluindo os que eram relacionados a higiene, saúde mental e entretenimento dentro de casa. Para os pais, a empresa produziu conteúdos de assuntos como assistência escolar aos filhos, além de dicas de filmes e livros. Parte desse conteúdo foi liberado até para quem não é assinante.

Houve aumento de 24% no tempo médio de consumo dos vídeos da plataforma. Em dias úteis, o aumento foi de 30%. Nos jogos, chegou a ser de 50%. O clube do livro infantil Leiturinha, que é físico, também teve aumento no off-line.

Com a pandemia causada pela Covid-19, a primeira iniciativa foi assegurar a saúde dos colaboradores deixando o maior número possível trabalhando de casa. Depois, aumentar a comunicação com os usuários pelas redes sociais.

A Playkids percebeu que houve uma demanda dos pais que sentiram dificuldade no começo do isolamento social de administrar o tempo em que trabalhavam e o que se dedicavam aos filhos. “A grande estratégia foi a gente se aproximar e trazer soluções via esses canais (redes sociais, lives e matérias nos blogs)”, disse Danilo.

As lives, que uma parte foi destinada ao público adulto, também teve conteúdo para as crianças, com contação de histórias. Foi feita uma mescla de Playkids e Leiturinha, como explicou Danilo.

Também foi feita uma parceria com a Roku, que embarca alguns aplicativos dentro de sua plataforma e chegou ao Brasil este ano. Agora a empresa está indo para a América Latina com o intuito de suprir a demanda e ficar disponível no maior número de dispositivos possíveis.

Para finalizar, Danilo contou que o personagem das histórias é a chave. Por meio da conexão emocional que a criança desenvolve com o personagem, ela consegue absorver o que está sendo transmitido ali.

“Então quando você coloca uma mensagem bem produzida, se essa personagem tiver estabelecido um link emocional com a criança, aquela mensagem vai ser absorvida. Para os negócios isso é essencial e 360.” Para o ano que vem, a Playkids se prepara para investir em jogos.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui